Arquivo para março \07\UTC 2010

Saudades.

Um nó grosso e forte se formou em minha garganta nas duas vezes em que mencionaram aquele fato… Ele já estava em minha mente desde o início, mas ouvi-lo faz com que a verdade se torne latente aos meus ouvidos.

Ela se orgulharia de mim se estivesse aqui. E quem sabe choraria de emoção, me abraçaria, diria que sempre soube que eu conseguiria ou… Quem sabe? Nunca saberei. Eu sei que ela está feliz por me ver onde sempre quis. Vó, por mais que as lágrimas façam meus olhos arderem e molhem meu rosto, não há qualquer tristeza em qualquer uma delas. Há apenas a saudade, a vontade que tenho de tê-la comigo. E a cada vez que eu ainda chorar, será saudade e nada além. Saudade que dá aquele aperto que incomoda, e não mais faz doer. A vontade que sinto em abraçá-la e ouvi-la rir é tão intensa quanto a saudade que me preenche agora, e que sempre fará parte de uma boa parcela de mim.

Eu devo a ti tudo o que sou hoje. Eu te amo.

Viver.

Não vou sobreviver à faculdade, vou vivê-la. Da melhor forma que eu conseguir. Se não a mais intensa, regada à festas, bebida, garotos ou garotas, ao menos será a mais especial. Aqueles anos em que eu finalmente farei o que escolhi pra mim, pra toda uma vida. E eu amo isso.

Me acostumei a encarar as diferenças de classe social como algo que simplesmente está ali, mas que não impõe barreira alguma entre eu e eles. Vi que há pessoas como eu, dando duro pra estudar, sabendo que não poderiam arcar com sequer um mês daquela faculdade. Financeiramente falando, é claro. Eu tenho a obrigação de ser melhor, pra me manter ali. E eu serei, darei o meu melhor. No fim das contas, eu amo muito tudo isso.