Lost.

Me sinto perdida, realmente perdida. Terminei o colegial, já tenho alguma experiência na carteira de trabalho com apenas 17 anos. Perto de muitos, estou realmente adiantada. Mas não pra mim. Quero trabalhar, juntar algum dinheiro. Comprar meu celular, fazer minhas tatuagens, gastar em maquiagens, créditos, roupas, sapatos, óculos escuros novos, uma aliança. Depositar o que restar na poupança pra comprar uma moto quando tiver a CNH em mãos. Quero muito e faço o que posso pra isso. Porém, nem sempre ‘o que posso’ é o suficiente.

Hoje vi Vitória, ao menos. Completamos o primeiro mês de namoro. Um ótimo mês, com tudo o que fizemos. Sendo apenas conversas ou… Conversas com certas intenções, digamos, cada um dos dias passamos com ela fizeram desse mês especial. Me sinto bem com ela, por mais distante que ela esteja. E me sinto bem pertencendo à ela, pensando nela, sabendo que ela é minha. E ela é, apenas minha.

First One

Okay, hora de colocar os pensamentos em ordem. E se você está lendo isso, eu provavelmente quebrei a minha primeira intenção de não enviar o link deste blog pra alguém. Melhor do que pegar papel e caneta e escrever, é abrir uma página da web e digitar.

Eu sinto a falta dela. O nome? Vitória. Toda e qualquer música romântica me faz pensar (mais) nela. Qualquer frase bonita me lembra ela, em qualquer poema é possível destacar uma ou outra frase que eu diria pra ela, ou enviaria por depoimento, scrap, SMS. Estes ainda são os únicos meios de falar com ela.

Vitória mora em Leopoldina, Minas Gerais. Considere este fato uma merda total. Eu sou de Campinas, São Paulo. Ou seja, cerca de 8 horas nos separam. 10, se eu contar a segunda viagem que preciso fazer até chegar finalmente na cidade dela.

Por que afinal eu não entro em um ônibus e simplesmente vou encontrá-la? Some o preço da passagem e a ausência de um emprego às complicações que envolvem a mãe dela e a minha e você verá o motivo principal. A mãe dela complica por saber de tudo. Ou quase tudo, uma vez que nem faz ideia de que a filha namore novamente, e que seja uma garota mais uma vez neste papel. Já minha mãe… Ela não faz a mínima ideia sobre nada. Nunca me viu namorar, não sabe nem se já beijei alguém na vida ou gostei. Não conversamos sobre coisas tão pessoais. Me pergunto o que ela vai pensar quando souber que a filha gosta de meninas. Que beijou uma menina na teórica viagem a São José dos Campos para conhecer uma amiga. Que é apaixonada por meninas há pelo menos 2 anos. Que olha meninas na rua. Que deseja meninas. Que pensa em meninas. Que ama Vitória e namora com ela há um mês.

Não faço ideia do que ela pensará quando souber. Talvez fique indignada, me deixe de castigo. Talvez pare de falar comigo. Talvez me bata. Talvez grite, chore. Talvez me ignore. Talvez não acredite. Ou talvez aceite, o que é realmente impossível na minha visão. Meu pai… Bem, meu pai é o outro X da questão. Sua reação é totalmente desconhecida até na minha imaginação.

Há dias em que desejo apenas falar sobre a Vit, falar e falar, pra quem quer que seja. Sem medo de caras feias ou represálias. Quero mostrar ao mundo a forma como gosto dela, como a amo e preciso estar com ela da forma como for. Se todos os planos derem certo, nos veremos em cerca de 6 meses, ou algo menos. Isso é muito tempo. Um tempo que eu aguentarei por ela, se esse sentimento e essa vontade tão imensos continuarem dentro de mim. Espero que ela pense da mesma forma, por mim.

Há dias em que eu só queria abraçá-la, beijá-la. Sinto inveja dos casais que vejo na rua andando de mãos dadas, sorrindo, felizes e trocando carinhos. Por que afinal pra mim o quesito distância obrigatoriamente entra no jogo? Não sei, não sei. Só sei que é ótimo o sentimento de desabafar, ao menos uma vez, tudo o que há em minha mente. Mesmo que apenas eu lerei meus próprios desabafos.